Muito importante para todos os que lerem as postagens: por vezes estarei falando sério, postando opiniões próprias. Outras vezes estarei brincando com opiniões que poderiam ser minhas, mas não são. E por vezes postarei material totalmente fictício, frutos da imaginação e talvez um pouco influenciados pelas experiências acumuladas ao longo dos anos.
Distinguir o que é realidade e o que é ficção fica a cargo de cada um.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Sobre Lanças, Livros e Dragões

As Crônicas de Dragonlance são, para muitos, a trilogia que representa a literatura definitiva do que seja Dungeons & Dragons. Uma obra que impactou o gênero da fantasia muito mais do que as pessoas dão crédito. Uma leitura que é obrigatória para qualquer fã de fantasia em geral, mas em especial para os jogadores de RPG.


Dividida em três livros (trilogia!), os títulos de cada volume são, em si só, expressões da genialidade da obra. Dragões do Crepúsculo de Outono (vol.1), Dragões da Noite de Inverno (vol. 2) e Dragões da Alvorada de Primavera (vol. 3) são não apenas um chamariz para os leitores ávidos por aventuras fantásticas; são também a expressão da passagem do tempo e dos arcos de história. Início, meio e fim expressados bela e poeticamente com sutileza e coesão estilística.


As artes das capas merecem menção especial. Larry Elmore, ao definir a identidade visual de Dragonlance, capturou a essência de Dungeons & Dragons e conquistou muitos novos leituras apenas com sua arte. Eu sei bem, fui dos milhões de leitores que antes mesmo de abrirem os livros, já estavam intrigados e mesmerizados pelas ilustrações magníficas de personagens e cenários que somente depois viria a conhecer.

 


 

sábado, 23 de março de 2019

BOTÕES

Se tem um amigo de quem eu muito gosto, é do Rafão. Por anos a fio convivemos cotidianamente, dividindo festas e aventuras. E foi assim, em uma das inúmeras festas organizadas pelo Ricardo, que o Rafão conquistou a Claudinha.

O casamento do Rafão com a Cláudia – Claudinha para os mais chegados – foi um evento daqueles dignos de nota de colunista brega nas colunas sociais dos jornais da província. Festão no salão nobre do clube mais aristocrata, com bebida e comida da melhor qualidade bancadas pela herança do avô, que o Seu Flávio, pai do Rafão, não se furtou em gastar ao ver que o filho havia arranjado uma bela noiva – que segundo Seu Flávio, era muito areia para o caminhãozinho do filho.

A festa em si merece uma história própria, em outro momento e outra noite – afinal, apenas o episódio em que o Julinho dera “perda total” e vomitara debaixo das mesas do jantar, ao ponto de necessitar ser carregado pelo Cenoura e pelo Beto para casa, depois de ser o par de dança da mãe do Rafão, já seria digna de um registro por si só. Por ora me limito a dizer que foi uma baita festa em que ninguém imaginava que Claudinha já estava grávida!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SEM CHUVA

Sempre fui nostálgico. Gosto de sentar, no escuro da noite, em meu sofá e vasculhar nos cantos ainda mais obscuros da mente memórias passadas, na vã tentativa de revivê-las, compreendê-las, exorcizá-las. Minha esposa costuma dizer que tenho "memória de elefante", já que certas coisas jamais esqueço, como acontecimentos,  diálogos, lugares, experiências (táteis, olfativas, auditivas) - ou, ao menos, relembro de forma muito mais hábil que os demais. Meus amigos próximos diriam que esta memória se justifica pelo tamanho da cabeça...

Fato é, nada obstante, que este gosto por reviver meu passado é muito marcante através, sobretudo, da música. Disto advém um certo prejuízo meu, pois ao ficar preso ao passado, não me abro ao novo. Tenho imensa dificuldade em apreciar novas bandas e novos gêneros, na medida em que volto para trás, atrás de bandas desfeitas, mortas, e sonoridades já esquecidas pelas massas. De certa forma, a música é uma excelente metáfora...

O ponto de toda esta introdução um tanto quanto maçante - e nem por isso menos honesta - é que, em mais uma noite com fones de ouvido e computador ao colo, coloquei para o YouTube tocar aleatoriamente músicas dos anos 90. (Lembre-se, quando eu digo músico, digo rock. E quando digo Rock, aceito também muitos de seus subgêneros). E, surpresa, Blind Melon entra na playlist.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PROMESSA

Estou nostálgico, mas feliz. Não que interesse a alguém, mas hoje é uma data especial para mim. Muito especial. É meu aniversário de Promessa.

A cada ano, no dia 30 de novembro, me ponho a lembrar de quando, ainda criança, encarei o desafio de fazer algo que fora, de fato, uma escolha minha. Sim, pois alguns anos antes, eu próprio pedi, para surpresa de minha mãe, pra entrar em um grupo escoteiro.

Como eu disse, minha mãe ficou surpresa, em um primeiro momento, mas aceitou e incentivou, tão logo viu que eu não desistiria da ideia. Não era para menos. Tão logo fui alfabetizado, os primeiros livros que me foram comprados, para incentivar a leitura, eram os volumes da Biblioteca do Escoteiro Mirim.

Lembro-me, de forma cristalina, de escolher no encarte do Círculo do Livro - de onde minha mãe comprava os livros para toda a família - de escolher o volume quatro da coleção para ser o primeiro a ser comprado e lido. O motivo? Dizia, abaixo da ilustração sugestiva do personagem Peninha no espaço com roupa de astronauta e microfone, que eu aprenderia a fazer fogo sem fósforos.

Fogo sem fósforos!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Portas

Leandro, ao fim de sua infância, adormeceu em um sono profundo. Imergiu na inconsciência e, assim, viveu por anos embebido por sonhos surreais, alheio à realidade e aos fatos que lhe rodeavam.

Durante este período, cresceu protegido por sua família, por seus pares. Até que, tão misteriosamente como quando tudo começou, o profundo sono chegou ao fim. Antes diminuta criança, agora gigante adulto, acordou.

Primeiro, um bocejo. Depois, o piscar do olhos. Adaptar-se à luz brilhante da tela do aparelho (televisão? computador?) era perturbador e inebriante a um só tempo. Novas tecnologias se desenvolveram, maravilhando o curioso recém desperto.