Muito importante para todos os que lerem as postagens: por vezes estarei falando sério, postando opiniões próprias. Outras vezes estarei brincando com opiniões que poderiam ser minhas, mas não são. E por vezes postarei material totalmente fictício, frutos da imaginação e talvez um pouco influenciados pelas experiências acumuladas ao longo dos anos.
Distinguir o que é realidade e o que é ficção fica a cargo de cada um.

domingo, 31 de julho de 2011

A Lenda do Dragão-de-Quatro-Cabeças

 Era uma vez, em um reino há muito tempo atrás, um feiticeiro muito, muito poderoso. Seus poderes mágicos e sua sabedoria eram os maiores de todo o reino. Este Feiticeiro era o melhor amigo do Rei e por isso era seu conselheiro. Juntos eles cuidavam do bem estar de seus súditos.

Um belo dia, o Rei recebeu um mensageiro que trouxe um terrível notícia. Um dragão, enfurecido e descontrolado, estava a atacar o interior de seu país. O Rei mandou chamar seu velho amigo e lhe disse:

- Velho amigo Feiticeiro, preciso de sua mágica. Você deve conter este dragão.

- Certamente, meu amigo e meu Rei – respondeu o Feiticeiro, sem nenhum medo em sua voz. Mas esse dragão não é um dragão qualquer. Esse dragão é o amaldiçoado Dragão-de-Quatro-Cabeças, para sempre amaldiçoado com uma fome interminável. Suas quatro cabeças cospem fogo pela boca. Seus dentes são afiadíssimos. E suas línguas possuem venenos capazes de matar um homem. Eu sou muito velho para enfrentar o perigo sozinho. Para derrotar o Dragão-de-Quatro-Cabeças eu precisarei da ajuda de outros três corajosos e valorosos companheiros.

História de Ninar?

Uma das fotos que mais gosto com o Henrique é esta aqui a direita, em que ele olha fixa e maravilhadamente para nosso lustre sobre a mesa de jantar.

É muito engraçado a forma como, todas as notes, quando ele está choroso, basta eu chegar perto do lustre para que ele encare a luz com seus olhinhos e esqueça tudo de ruim que possa estar acontecendo. Sua fascinação é tão genuína e ingênua que nos contagia de uma forma prazerosa.

No dia em que tiramos esta foto, meio sem querer inventei a primeira história fantástica para o Henrique. Primeiro veio o nome do personagem - no caso, o lustre - e depois a história por traz deste objeto hipnotizante.

Nasceu assim, A Lenda do Dragão-de-Quatro-Cabeças.

Ao contrário do Henrique, que caiu no sono, espero que vocês gostem desta pequena aventura.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pais, Filhos, Barbas e Futebol

Os momentos entre pai e filho são marcantes. Isso porque, diferentemente da relação entre a mãe e sua prole, o pai moderno volta ao trabalho apenas 3 dias depois do nascimento. O contato com o filho fica restrito, portanto, ao início da manhã e à noite. O coração, a cada despedia, dói. Dói demais... Pela manhã a criança pede pela mãe, para mamar. À noite, dorme. Sobra então trocar as fraldas na madrugada, mas aí a trabalhar no dia seguinte...

Foi pensando nesses poucos momentos para curtir o meu filho que cheguei em casa. Eram quase oito horas da noite. Para os antigos, hora da janta e da novela. Para mim, hora de pegar meu guri no colo. Cheguei desesperado por um banho e uma muda limpa de roupa, afinal passara o dia na rua e estava sujo. Longe de mim emporcalhar ou contaminar com algum germe o piá. E, após um beijo na testa, me fui para o chuveiro.

De roupa limpa (OK, pijama), fui tomado por uma estranha compulsão. Eu tinha que fazer a barba. Simplesmente precisava. Foi como se estivesse a ouvir meu pai contar aquela mesma história pela nonagésima vez.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Artêmia é que era mulher de verdade

Artêmia foi uma mulher especial. De fibra. Muito antes de feministas queimarem sutiãs em praça pública em 1968 (o que parece que não foi bem assim que aconteceu, mas isso é outra história), Artêmia Vasconcellos foi uma mulher moderna, a frente de seu tempo. Um modelo para gerações por vir.

Nascida em Alegrete no distante século XX, em 05 de dezembro de 1921, filha de Martimiano Vasconcellos e Izoletina Barros Vasconcellos, Artêmia atravessou uma difícil infância. Filha mais nova do casal, é dito que sua mãe nunca se recuperou de uma grave crise de puerpério, fruto de duas gestações consecutivas. Neysa Maria, a irmã mais velha, nasceu em janeiro de 1921, apenas onze meses antes. Ainda cedo, com apenas cinco anos, perdeu os pais. Órfãs, as irmãs Artêmia e Neysa Maria foram enviadas pela família para o internato de freiras do Colégio Sant’Ana, em Uruguaiana,  onde passaram a infância e adolescência.

A minha vó...

No final do ano passado fomos tomados pela surpresa - grata surpresa - de que minha vó Artêmia seria homenageada pela Câmara de Vereadores de Carazinho. Evidente que fiquei feliz por ela. Mas fiquei feliz mesmo pela oportunidade de sentar e lembrar de todos os momentos que passei ela.

Agora, em 2011, o vereador Gilnei Jarré apresentou proposta para nomear, em mais uma homenagem, o espaço de reuniões dos vereadores de "Sala de reuniões Artêmia Vasconcellos Schlichting".

Carazinho ficou no passado após a morte dos meus avós. Mas é gostoso saber que a memória deles continua viva.

A seguir, uma pequena biografia que mandei para a Câmara Municipal de Carazinho.



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